julho 27, 2004
Revenge of the Sith

Fiquem felizes pirados de plantão e fãs de Star Wars! O título do último e mais aguardado filme da série multimilionária de George Lucas foi enfim anunciado.
'Revenge of the Sith' ou, numa tradução literal que com certeza será o título brazuca do filme,
'A vingança dos Sith' tem previsão de estréia para 19 de maio de 2005.
Pra quem não saca nada de Star Wars, aí vai uma breve explicação: os Sith são inimigos mortais dos cavaleiros Jedi que querem se vingar por terem sido esculachados pelos caras e suas espadas de neon uns mil anos antes.
O sexto e último filme, que na verdade é o terceiro (?), vai afinal desvendar o maior mistério que atormenta a humanidade:
o que diabos neste mundo fez com que o linduchinho e bonzinho do Anakin Skywalker se trasformasse no maior vilão do mundo, o metálico Darth Vader.
Mas você, ó fã ansioso, já pode começar a arrancar os cabelos do curpo e deladiar batalhas mortais com outros fanáticos usando aquelas espadas Jedi de neon chiquérrérrérrimas que você tem guardada num suporte na parede do seu quarto para conseguir nada mais nada menos que as exclusivas camisetas do filme!
É isso aí! Você leu direitinho mesmo, não precisa aumentar o grau desse teu fundo de garrafa aí não! Com um ano inteirinho de antecedência você vai poder esnobar por aí desfilando todo o seu fanatismo com uma camiseta Jedi ultra-exclusiva.
As cobiçadíssimas camisetas foram lançadas neste fim de semana em uma conferência com os invejados fãs mais fanáticos e endinheirados da série em San Diego, Califórnia.
Não fique para trás nesta corrida!
Compre já a sua camiseta pela bagatela de US$16,99 mais frete, plastifique-a e pregue-a na parede! Ou então corra o risco de não poder ir à estréia com ela porque até lá, sua mamãe já pegou a invejada pra pano de chão.
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julho 26, 2004
Copa América

Como todos vocês bem sabem, eu não entendo lá muita coisa de futebol. Defeito (?) que não tenho a menor vergonha de admitir. Mas depois dessa inusitada final de Copa América eu me pergunto se alguém nesse mundo entende...
Durante os 90 e tantos minutos de jogo, ouvi nosso queridíssimo (ou nem tanto) Galvão Bueno, vociferar sobre a superioridade argentina durante a partida, sobre o fato dos time brasileiro ser formado por jogadores muito jovens e inexperientes, sobre a falta de preparo físico do time cuja maioria dos jogadores estava de férias ou em início de temporada e sobre a falta de treino coletivo do time brazuca antes do campeonato.
Logo, não é de se estranhar que a blogueira que vos fala tenha passado toda a partida comentando a tal superioridade argentina e achado muito justo o gol dos caras aos 42 do segundo tempo.
Mas como boa brasileira que sou, me indignei com a catimbada argentina depois do segundo gol e a falta de respeito dos caras com os jovens canarinhos que tinham, apesar de todas as adversidades, ido lá e feito um bom e humilde trabalho.
Quando o gol de empate finalmente saiu eu sabia que com um time cheio de talentos individuais como o nosso, um resultado por pênaltis seria muito mais favorável ao time do Brasil.
Terminei a partida feliz e satisfeita, cantando o hino nacional com a mão no peito e filosofando sobre o futebol ser afinal um esporte de resultados, não importando lá muito quem fez a melhor o pior partida.
Imersa nesse clima nacionalista, assisti ao discurso emocionado do Júlio César e, mais tarde, o do velho Zagallo falando aquelas besteiras costumeiras que acabam entrando pra história futebolística do país e tive medo que o coroa de fato enfartasse. Confesso que chorei um bocado.
Depois de tanta emoção, acabei emendando no programa do Fausto Silva e assistindo à cenas que me fizeram perceber que afinal das contas, não estou tão sozinha nesse meu desentendimento sobre futebol.
- Ô lôco, meu! Brasil ganhou! Da próxima vez vamos jogar sem chuteiras!
-
Ahn?!?
- É Brasil!!! É dois a um!!!
-
Ahn?!?!?!?!?
- O Romário é um cara que vai lá, corre atrás da bola e tá lá querendo jogar, cara!
-
Ahn?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!
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julho 22, 2004
Spam pra que te quero

Tenho uma conta de email da qual fui expulsa. Os spams me expulsaram dela. Ela me foi dada por um amigo de Pedro II há uns 4 anos e eu a usava para simplesmente tudo: enviar e receber emails, comentar nos blogs, listas de emails, releases, informativos de sites e revistas, cadastros em sites e por aí vai.
E, aos poucos os spams foram chegando. No início vinham tímidos, eu adimito. Três ou quatro por dia. Na maioria das vezes aqueles clássicos emails que nos ajudam a aumentar nossos pênis. Com o tempo eles foram aumentando. Chegavam em todas as línguas: koreano, italiano, inglês, esperanto, etc. Chegavam tanto e de tal forma que acabaram me expulsando do meu próprio email!!!
Fui desapropriada do beegirl@c-prompt.com.br. Ele agora pertence aos spammers, extra terrestres e fofuchas que querem saber quando reabrirei o BeeGirl. Portanto, não enviem mais mensagens para ele porque ela pode ser acidentalmente deletada junto com todas as outras.
Dois dias sem receber emails:

Destino dos emails que não recebia há dois dias:

Um aparte:
Estou de férias e com vontade de fazer um layout pra alguém. Interessados podem enviar email.
Outro aparte:
Estamos dando início à
'Campanha pela emancipação das tirinhas'. Os estressados com a inacreditável lerdeza e preguiça do nosso companheiro blogueiro, podem clicar no banner abaixo e xingar o culpado pelo atraso dos quadrinhos onde de direito:

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julho 20, 2004
Preguica não! É frio mesmo...

Postar? P-o-s-t-a-r?!?! Como?! Com o frio que está fazendo? Só de pensar em sair debaixo das cobertas eu já congelo! Alquém aí consegue tomar banho nesse frio sem xingar a mãe do chuveiro no mínimo três vezes enquanto tenta regular a torneira naquele ponto único entre a hora em que a água esquenta ou esfria? E lavar a bendita louça? O drama já começa na hora de erguer as mangas do casaco... BRRRRRRR!!!
Será que nos mudamos pra São Paulo e ninguém me avisou? Andei pensando nessa hipótese. Mas como teria sido isso? Terá sido um tufão no estilo Doroty e o Mágico de Oz que varreu nossa casa com tudo dentro, nossa vizinhança fofoqueira e nosso padeiro? Ou teria sido apenas o tal do São Pedro, eterno culpado pelas festinhas estragadas e finais de semana chuvosos, que se enganou e trocou o clima de lá pelo de cá? Terá sido a chuva que se cansou de São Paulo e veio dar as caras pelo Rio?
Seja lá o que for que esse frio horroroso, eu quero mesmo é pegar o próximo ônibus pro paraíso tropical mais perto. Carioca não aguenta frio não. A gente não nasceu pra isso! E congelar as mãos pra lavar a louça NUNCA MAIS! (>_<) Humpf!
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julho 19, 2004
Meninas entendendo futebol

Impressionante como meninas não entendem lá muita coisa de futebol. Falo por mim. Não sei se você leitora é uma expert no esporte nacional e está indignada comigo. Se exclua desta e deixe meus comentários livre de palavras obscenas, ok?! Tenho muitas dúvidas sobre o assunto e enumero algumas abaixo na esperança de que alguém me ajude:
Gracinha X Futebol Arte: por que quando um jogador brasileiro faz manobras com a bola, abandonando o feijão com arroz futebolístico, ele está fazendo 'futebol arte' quando o jogador estrangeiro que faz a mesmíssima coisa está invariavelmente fazendo 'gracinha'?!
Técnico Presente X Técnico Presunçoso: por que o técnico brasileiro quando tagarela ao lado do campo ou mesmo antes da partida garante a vitória, é chamado de 'técnico presente' e o gringo quando faz exatamente a mesma coisa, recebe a alcunha de 'presunçoso'?
São só algumas dúvidas de meninas que assistem futebol...
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julho 14, 2004
Zona Portuária - RJ

Estava eu dentro do maravilhoso e ultra rápido '
175 - Via Linha Amarela' passando pela nobre e abandonada Zona Portuária do RJ. E lá ia eu, a caminho do trabalho do meu maridinho quando, de repente, consigo enxergar (o que é raro, já que sou míope mas não uso óculos dentro de ônibus porque me dá dores de cabeça homéricas) e entender, uma pixação (o que tb é raro já que eles normalmente não pixam usando as letras do nosso alfabeto) nos muros do cais do porto que dizia:
"Abaixo a repressão! Camelô não é ladrão!"
Logo pensei cá com meus botões: mas é claro que não! Afinal, pirataria, contrabando, estelionato e sonegação de impostos não estão mesmo previstos no nosso código penal. Que absurdo!
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julho 13, 2004
Tributo à Hebe Camargo

Não. De forma alguma. Você não leu errado. Este é sim um tributo à grande dama da TV brasileira, a apresentadora do SBT,
Hebe Camargo.
A histórica apresentadora participou do grupo que em março de 1950, foi ao porto de Santos apanhar os equipamentos necessários para montar a primeira rede de tevevisão no Brasil, a TV Tupi. Hebe chegou a apresentar 5 programas semanais ao vivo na TV Paulista. Dizem que sua história se confunde com a da televisão no Brasil.
Além de talentosa e experiente apresentadora, Hebe também é cantora. Sua carreira no mundo da música começou na década de 40 quando junto com sua irmã, Estela, Hebe formou a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Cantou sambas e boleros como
crooner em boates. Mas abandonou a carreira pr conta do grande sucesso na TV. Em 98, a apresentadora retomou a carreira de cantora com o álbum "Pra Você".
Mas muito mais importante que toda a bagagem profissional de Hebe e todo seu inegável talento como comunicadora, o carisma de Hebe é o que conta de verdade. Mesmo com todas aquelas jóias e modelitos impecáveis, Hebe consegue vender desde palha de aço Assolan até caldo de carne Knor com aquele sonoro:

- Nesse eu confio!
Vendendo sabão em pó como ela vende, não me admira que ela esteja até hoje em frente às câmeras, trazendo aos nossos lares aquelas velhinhas bem arrumadas e sorridentes, e pérolas como esta que descrevo abaixo. Tirem as crianças da frente do computador.
Hebe recebendo Wanderléia (vulga 'ternurinha') no palco do SBT ontem:
- Nooossa gracinha, que corpo! Como vc se mantém isso?
- Ah! No palco!
- No pau?!?!?!?!?!?!??!
- Nãããããããão!!! No P-A-L-C-O! Malhando muito no palco.
- Ah é! O palco mantém a gente em forma mesmo. AH! Mas o pau também... Gracinha!
Recuperada do susto, Wanderléia nos brindou com "Mané João" e "É Preciso Saber Viver" vestida sensualmente em seu super conjunto de couro preto e capa esvoaçante. Uma brasa, mora?!

Graciiiiiiiinha!
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julho 11, 2004
Mistério no BeeGirl

O Beegirl está lançando um jogo. Um jogo de mistério. Vocês precisam ser rápidos no gatilho para ganhar esta parada.
Está valendo um super layout exclusivo do revolucionário e estupendo
Templates do Mal®. Está lançado o desafio:
Alguém sabe à quem pertence este olhar?
Dicas:
» Percebam a falha na sobrancelha esquerda;
» Percebam que os olhos são castanhos;
» Percebam que é um sujeito de pele clara;
» Percebam que tem cílios longos.
Quem será?!
Pitacos nos comentários, por favor.
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julho 10, 2004
Rapidinhas de Maria Luísa

Maria Luísa, minha filha, tem um tio mulato. Só que ela ainda confunde um pouco as cores e acabou abordando o parente assim:
- Oi, tio Carlinhos! Você é tãããão lindo assim toooodo roxo!
Alguém já viu aquela novelinha 'infantil' do SBT: Amy, a menina da mochila azul? Como não temos TV a cabo, Maria assiste aos desenhos noturnos da emissora paulista e, logo depois deles, começa a bendita noveleta com sua musiquinha de abertura chiclete. Acabei cantarolando alegremente a bendita, exercitando meu portunhol safado. Mas acho que Maria não gostou muito:
- Nossa, mãe! Mas como você é chata!
Estava eu limpando o cinzeiro da casa distraída e ouço uma vozinha atrás de mim:
- Ahá! É maconha, né?!
Já não se fazem mais crianças como antigamente!
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julho 06, 2004
Aventuras no coletivo

O transporte coletivo no Rio de Janeiro tem qualquer coisa de muito especial. É impressionante o que se vivencia dentro dos muitos e multicoloridos ônibus que rodam na Cidade Maravilhosa. Há uma enorme gama de possibilidades do que pode acontecer a alguém quando este assume o posto de
'passageiro de ônibus carioca'. Numa dessas aventuras o cidadão pode:
- ser ameaçado com uma arma e roubado;
- ser ameaçado com um dedo em riste por baixo do casaco e roubado;
- ser apedrejado;
- ser queimado vivo;
- sofrer uma batida;
- levar um tiro;
- virar sardinha em lata em engarrafamentos na hora do rush.
Felizmente nada disso aconteceu comigo até hoje, mas tenho um maravilhoso relato do quão irresponsáveis podem ser os mo
Rtoristas/cobradores (ou trocadores) de ônibus por aqui.
Estava eu no 260 (Vila Valqueire - Praça XV) em direção ao centro às 16h 30 numa sexta feira. Eu ia pelo caminho lendo meus mangás e hora ou outra tirava os olhos dos livros para olhar ao meu redor (sempre atenta com medo dos assaltos, né?
o_O).
Numa dessas olhadelas por cima dos quadrinhos, lá estava o motorista, fazendo festinha com o piloto de um outro 260 que vinha em direção contrária. Ele teve o disparate de cumprimentar o companheiro de profissão assim:
/o/
\o/
\o\
Caso você seja muito burrinho ou nunca tenha frequentado os chats da vida, esses rabisquinhos acima querem dizer que ele ergueu ambas as mãos, tirando-as completamente de cima do volante e as balaçou para um lado e para o outro várias vezes seguidas, arriscando a vida de todos os passageiros que transportava...
Não satisfeito com a festinha sem as mãos no volante, quando os dois carros emparelharam ele ainda meteu a cabeçona pra fora da janela e gritou:
- VAI PARAÍBA!!!
Passado mais esse sufoco, o nosso condutor pediu um jornal ao trocador que prontamente varejou o periódico em sua direção. O motorista deu uma olhadela e varejou de volta. Só que o esperto acabou errando a mira e o calhamaço saiu voando através da janela deixando os dois panacas com cara de tacho.
Quando chegamos a um sinal, o nosso querido motorista se levantou de seu acento e tomou lugar naquele primeiro banco alto entre o trocador e a cadeira que o bandido deveria estar ocupando. Confortavelmente, o malandro desembestou a tagarelar no celular. Parecia estar falando com a mãe ou coisa que o valha.
Fez sinal um rapaz aleijado que se sentou no banco perto da porta de entrada. O moço ficou por lá alguns minutos e ficou batendo um papo com o trocador. Depois que o deficiente desceu, o trocador olhou pro motorista com aquele olhar cúmplice e soltou:
- Aleijado nada! Isso aí é malandro. Olha lá, olha lá! Ele anda melhor que eu! Isso é mutreta pra não pagar a passagem.
Para fechar com chave de ouro, o motorista ainda maltratou uma velhinha cruzando os braços enquanto ela demorava lá o tempo que ela precisava para descer os degraus do ônibus.
Uma verdadeira aventura!
Sorte minha que cheguei ao meu destino sã e salva! UFA!
ATENÇÃO:
Nesta altura devo ressaltar que não tenho nada contra esta nobre classe que trabalha de sol a sol para nos levar aos mais longínquos confins do universo carioca. O relato que segue trata-se apenas de uma constatação feita através dos meus longos 22 anos de experiência como passageira de ônibus no Rio de Janeiro.
Grata.
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