junho 28, 2004
Artimanhas da língua lusitana

Estava eu na casa de uma senhora que contratou meus serviços de webdesign fofucha para desenvolver o site de um desses clubes de caridade para ricaças que querem deitar a cabeça no travesseiro com certa tranqüilidade à noite. Em breve estará tudo pronto e poderei mostrar para vocês e também, adicionar ao meu
portifolio fofucho.
Estando lá (na casa dela), começamos a conversar sobre o nosso contato em comum: um tio do Zeca chamado Nando e que, por acaso, também é tio do
RAC (com link errado porque estou de mal com ele) e primo da senhora caridosa que me contratou para o tal serviço. Daí segue o fatídico diálogo no qual a língua da terrinha mostrou uma de suas faces mais matreiras...
Senhora caridosa:
- Mas o Nando disse que você é cobrona!
BeeGirl:
(p* da vida porque o tio do marido disse que ela cobrava caro)
- AH, que nada! Eu sou é dura...
Senhora caridosa:
(com cara de tacho, achando que a menina que ela contratou era maluca)
- Ahahaha!
BeeGirl:
(percebendo o engano - o tio do marido a elogiou de cobrona - réptil rastejante gigante que, dependendo do emprego, pode querer dizer grande especialista em alguma coisa - tenta se remendar desesperada)
- Sou dura, dura na queda!!! O que eu quero fazer eu vou lá e aprendo!
Senhora caridosa:
(aliviada porque a menina que tinha cabado de contratar não era tão maluca quanto ela pensou...)
- Que bom! Bacana pra você...
BeeGirl:
(pensou extremamente aliviada)
- Ufa!
_____ MOMENTO FAMÍLIA _________________________
permalink ||

junho 21, 2004
Cenas da vida real

E aí vem mais um capítulo trágico da aventura: Bee vai à Estácio!
Estava eu (linda de saia, melissa, bolsa e blusinha estilosas) indo para a Estácio de Sá outra manhã. Ainda na porta de casa encontrei com a tia do meu marido que me garantiu o que eu já desconfiava:
- Nossa! Como vc está linda, Cinthia!
E lá ia eu toda serelepe e cheia de mim. O céu estava meio escuro, mas como Rio de Janeiro é sempre Rio de Janeiro... não levei fé e deixei o guarda chuva em casa. O guarda chuva tava pesando demais na minha bolsinha estilosa e por questões estéticas resolvi deixá-lo em casa.
Peguei o primeiro ônibus as 8 da manhã, cheguei em Cascadura e entrei na Van. É sim. Sou chique e vou de van pra faculdade. Mentira: sou pobre, moro longe e se não for de Van não chego lá nem pras provas finais... Quando a van já chegava na Barra da Tijuca começou a chover MUITO! REALMENTE MUITO! E eu, sem guarda chuva, linda de sainha, melissinha e bolsa e blusinha estilosa fiquei completamente desesperada.
Quando chegou ao meu ponto abordei uma menina que também estava na Van e eu eu sabia ser da Estácio:
- Você trouxe guarda chuva?
- Sim, é claro! (assustadíssima coma pergunta idiota!)
E eu peguei uma carona com ela até a marquise do ponto de ônibus. Chegando lá disparei:
- Vou de táxi até o outro lado da rua, quer vir comigo?
A menina, sabiamente (já mencionei que estava chovendo MUITOOOO), aceitou.
Esperamos o táxi e... TODOS ELES ESTAVAM OCUPADOS!
Não sei o que acontece. Quando chove todo mundo tem a mesma idéia. Os táxis aliás, só existem pra quando chover, a gente atravessar as ruas alagadas da Barra da Tijuca.
Eu tinha que sair debaixo da marquise toda vez que algum taxi se aproximava para que o motorista me visse fazendo o sinal. Eu com meus 3 graus de miopia estava com os óculos embassados e não enxergava nada fiz sinal pruns 6 carros cheios. Só que cada vez que eu saia pra fazer o sinal me molhava um pouco! No final, eu ja estava mais mohada do que se tivessse atravessado a pé a bendita Av. das Américas. Quando finalmente consegui um táxi vazio, ele parou a uns 300 metros de onde eu e a desconhecida estávamos e tivemos as duas que correr até ele. Neste exato minuto o guarda chuva da menina resolveu quebrar e fomos andando até o táxi abraçadas, as desconhecidas melhores amigas que já se teve notícia, nos espremendo debaixo do guarda chuva quebrado.
Finalmente no táxi, com os vidros embassados, eu não sabia pra onde ir:
- Vira pra cá!
- Não, prá lá!
- Ai não! era ali que tinha que entrar!
Quando finalmente chegamos à estácio, a menina tirou seus dez reais amassados daquele bolsinho pequenininho da carteira. Eu, educadamente, disse que a tinha convidado e que eu pagava a corrida. Logo, estava eu 7 reais mais pobre, com um guarda chuva quebrado na mão, em frente a estácio, ensopada e a nossa amiga chuva tinha nos abandonado...
No caminho entre o táxi e a porta da faculdade, ainda pisei certeiro em algumas poças de água.
Mas valeu a aventura...
O pior:
É... Ainda tem coisa pior!
Nenhum dos 2 professores fez chamada... Eu poderia ter ficado na minha cama quentinha com meu maridinho lindinho que sabiamente não tinha ido trabalhar naquela fatídica manhã de quinta feira.
Moral da História:
Não se desespere com a desgraça. Afinal, quando você pensa que está definitivamente lascado, tudo sempre pode piorar mais um pouquinho.
______e d i t a d o____________________
Agradeço ao RAC (sem link porque estou de mal com ele) pela revisão do texto. Era uma conversa minha com ele e JF pelo MSN e do jeito que estava ficou...
permalink ||

junho 19, 2004
Coisas que a gente lê por aí.
Mais uma da série povão.
O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade maravilhosa. É só sair andando por aí pra ter assunto pra mais de 10 posts! E aí vem mais um:
Estava eu no centro da cidade (no 179, bem na Praça Mauá) quando passei por aqueles muros recheados com pérolas da sabedoria popular. Dentro deles todos, pesquei essa:
- "Só o Filho do Homem livra as alma dos pecadores da cigana"
Queria saber quem é a tal cigana! Tiveram que invocar o Cristo em pessoa pra se livrar dela. A coisa parece ser feia!
permalink ||

junho 17, 2004
Coisas que ouvimos por aí
Já se pegou andando na rua e de repente ouvindo, sem querer, alguma pérola da sabedoria popular? Pois é. Estava eu caminhando calmamente no centro da minha cidade querida, o Rio de Janeiro, indo em direção à Central do Brasil onde eu, mais tarde, peguei o trem de volta para casa. De repente, não mais que de repente, meus ouvidos captaram um pedacinho premiado do discurso de algum sindicalista/pastor:
- A gente não pode acreditar em político não!
Até aí tudo bem. Nada mais lugar comum que um carinha no meio da rua gritando que político não presta. Mas aí veio o "algo mais":
- Porque se político fosse bom mesmo, fazia caridade e doava "tudo os órgãos deles pros doente"!
É. Melhor que ser surda...
permalink ||

junho 14, 2004
Descoberta Produtiva III
COISAS DE CASAL
Sabem de uma coisa que eu detesto? Casais que pensam que são um só! Você faz uma pergunta e eles respondem à ela em uníssono. EXATAMENTE A MESMA COISA E AO MESMO TEMPO. Aí está algo realmente insuportável. O que é isso? A total perda de identidade? Não é possível que só porque namoram (noivam ou moram juntos) há não sei quantos mil anos, dois indivíduos diferentes, com criações diferentes, com sexos diferentes (na maior parte do tempo), tenham a MESMÍSSIMA opinião sobre tudo!
Pior que isso é quando um dos dois, o mais obsessivo do casal, responde pelo outro. Exemplo:
- Poxa, e aquele filme? O que vocês acharam?
- AH, não! A gente não gostou daquele filme. Nós achamos o enredo muito frágil e o ator principal não nos convenceu, a atriz coadjuvante era até bonitinha, mas muito mascarada...
- Ah, tá.
Realmente, isso me deixa louca!
permalink ||

junho 08, 2004
Justificativa
Não se espantem! Eu não morri! Não durmo há dois dias mas não morri... Estou realmente ocupada: semana de provas e trabalhos na faculdade. Volto assim que conseguir respirar aliviada: FÉRIAS! Mas antes vou dormir umas 48 horas... ^-^
permalink ||

junho 01, 2004
Matérias para adolescentes
Esta série vai trazer matérias de conteúdo muito elucidativo, normalmente publicadas por revistas ou sites para adolescentes desprovidas de QI e que falam AxIm. Vamos acompanhar a série. Faça suas sugestões para futuras avacalhações pelos comentários.
URGENTE: MODA DA TV FAZ A CABEÇA DAS ADOLESCENTES
Daniele Suzuki, a Miyuki de Malhação, está fazendo muito sucesso na novelinha. A moça exibe um look divertido e ar despojado, cheia de personalidade. A moda da atriz de descendência nipônica está fazendo a cabeça das adolescentes.
Maia Tomoki de 20 anos, também descendente de japoneses, adotou a moda da atriz Daniele Suzuki e garante que está fazendo o maior sucesso na balada! Para Maia, moda tem que ser ousada e alegre. A moça não tem medo de misturar tendências ou estampas. Foi flagrada na balada por nossa equipe de reportagem usando este figurino 'cheio de personalidade'.
Mas e os meninos?
O que acham dessa atitude toda de pra se vestir? Será que eles não tem medo de investir em uma menina com tanta personalidade? Vamos acompanhar alguns depoimentos:
Erick Vasconcelos
29 anos
Estudante
Recife
"Meu, não gosto de mulheres que parecem com o Bob Marley, principalmente se elas parecerem com nicaraguenses descendentes de maias, como essa moça. Tipo assim, ela está completamente fora de ambiente. A combinação de roupas não tem nada a ver, cara. Não, e os sapatos? Eles conseguem chamar mais a atenção que o cabelo bizarro estilo samambaia tropical. As correntes entregam a mina de bandeja, cara. Ela deve escutar som do tipo CPM22, ou algo assim. Totalmente OUT!"
Rodrigo Antunes
14 anos
Aposentado
Rio de Janeiro
"Essa aí perdeu-se completamente. Seu estilo é tão nulo quanto seu charme. A combinação é um desastre. A bolsa branca está tão deslocada quanto a pulseira de miçangas peruana. O cabelo é um caso a parte. Sujo demais, grande demais e totalmente fora de moda. Não soube usar seu forte lado exótico, tragicamente escondido debaixo de sua cabeleira grotesca. Parece uma versão gay do Capitão Caverna. Nota zero pra ela. Não pegaria."
permalink ||
